Aprender Inglês

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Londres é uma cidade multicultural, onde mais de 20% da população tem o Inglês como segunda língua. É uma cidade onde quem não fala inglês consegue encontrar traballho, onde muitos serviços públicos disponibilizam tradutores. É uma cidade onde se fala Inglês, a língua universal e por isso para todos os que aqui chegam a língua não será uma completa novidade. Muitos terão tido aulas de inglês no seu país natal aquando da frequência escolar. A maioria já terá tido contacto com a lingua inglesa, através dos filmes ou música. Talvez a grande parte dos portugueses que aqui chegam têm um nível de Inglês médio.
Apesar do à vontade que muitos possam ter com o Inglês, quando chegam a Londres imediatamente se confrotam com alguns obstáculos: os sotaques, as pronúncias, as mil e uma formas de falar Inglês, tão diferente e difícil do Inglês Americano dos filmes, as expressões, o calão. Nos primeiros dias têm-se a sensação de que afinal não percebemos nada de Inglês. É claro que esta sensação vai desaparecendo à medida que vamos distinguindo os sotaques e pronúncias, decifrando as expressões e conhecendo o calão.

Porque é importante aprender e/ou melhorar o Inglês?

  • Torna a vida do dia-a-dia muito mais fácil, ir ao médico, ao supermercado, pedir informações, ir às reuniões na escola, etc., tudo fica mais fácil quando percebemos o que nos estão a dizer e quando os outros também nos percebem.
  • Sentir-se integrado, sentimento de pertença, poder interagir com a cidade de uma forma mais fácil e prazerosa.
  • Estabelecer relações, fazer amigos, . Quando não se fala a língua a tendência poderá ser o isolamento ou ficarmos confinados às nossa comunidade, deixando passar uma das maiores vantagens que é viver no estrangeiro: poder conhecer, viver e assimilar outras culturas e formas de estar.
  • Encontrar emprego e/ou progredir no emprego. Apesar de haver sempre oportunidades de emprego para quem não domina a Inglês, é obvio que quanto melhor dominarmos a língua maiores serão as opções.

Como melhorar o nosso inglês numa cidade onde se fala mais de 300 linguas?

  • Ouvir, ouvir e ouvir – quanto mais expostos estivermos à cultura e à língua mais depressa aprendemos/interiorizamos o Inglês. Nada melhor ou mais eficaz que ver televisão e/ou ouvir rádio e conviver com as pessoas.
  • Falar – ao principio pode ser muito difícil pois parece que ninguém nos entende, as palavras e frases saem a muito custo. Mas à medida que vamos praticando tudo se torna mais natural e fácil.
  • Ler – ler é importante para aquisição de novo vocabulário e também para a escrita. Não é preciso comprar livros ou jornais, Londres tem uma enorme oferta de Jornais diários e revistas de distribuição gratuita. É, por isso, um excelente e económico meio de leitura.

Onde aprender/melhorar o nosso Inglês?

  • Ensino formal – frequentar uma escola de Inglês. Em Londres há uma enorme oferta de cursos de inglês para todos os níveis e modalidades (part-time, full-time, online, intensivo, pago, de frequência gratuíta, etc).. Estes cursos são denominados de ESOL (English for Speakers of Other Languages). 
  • Aulas particulares – será uma opção mais dispendiosa mas mais personalizado e adaptado às necessidades particulares de cada um.
  • Internet – sendo o inglês a língua universal, encontramos na Rede uma série de ferramentas que nos ajudam a melhorar o nosso inglês, desde testes, exercícios, aulas, dicionários, comunidades.

Sites interessantes:
ESOL – óptimo site para aprender inglês online, organizado por níveis e também por temas como grámatica, audio, escrita, leitura, etc. Neste site poderá também pesquisar a oferta de cursos ESOL na cidade de Londres, através deste link.
BBC – este site da BBC disponibiliza uma série de recursos para a aprendizagem do Inglês, e abrange desde da história, pronúncia, gramática, escrita etc.
British Council – outro excelente site com uma enorme oferta de recursos didácticos. Existe a versão para crianças.
Talkenglish – lições online que vão desde do nível básico ao avançado.
Edufind – completo guia de gramática online.
Elllo – site com imensos recursos audio.
Fun and Easy English – imensos recursos desde aulas, testes, gramática, pronúncia e até calão.

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Mudar de país com crianças

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Quando planeamos uma mudança de país surgem milhares dúvidas mas para quem é pai ou mãe há uma questão que se impõe perante todas as outras e implica uma série de outras questões: E as crianças? Como elas vão reagir? Será que se vão adaptar? Conseguirão aprender outra lingua? etc.

De tudo o que li e das experiências pessoais que fui ouvindo um facto parece unânime, independentemente das dificuldades uma mudança de país, de cultura e a aprendizagem de uma nova lingua é quase sempre sentida como positiva, como um acontecimento importante que acrescentou valor nas suas vidas e que lhes deu novas ferramentas.

As crianças reagem à mudança de país de forma diferente consoante a idade, a personalidade e obviamente que têm uma relação directa com a forma como nós pais reagimos.

Quanto mais nova for a criança mais fácil se torna a adaptação. Até aos 3/4 anos de idade mudar de país pode ter pouco impacto na criança uma vez que o seu mundo social se limita aos seus pais, irmãos e família mais próxima. Há no entanto mudanças para as quais devemos estar consciente para melhor responder. Por exemplo há sempre a alteração do espaço fisico, mudança de algumas rotinas, introdução de uma nova lingua e alteração e/ou diminuição das interacções familiares e sociais.
Entre os 4 e 9 anos haverá alguns desafios pois a criança tem uma maior consciência do mundo que a rodeia e é nesta idade que começa a estabelecer as primeiras amizades fora da esfera familiar. Como é a idade dos porquês muitas questões podem surgir e é importante saber responder dando o máximo de segurança possivel. É necessário ter cuidado ao partilhar as nossas angustias ou sentimentos negativos pois nesta idade as crianças absorvem tudo. Se sentirem que nós pais estamos em pânico ou que estamos tristes também elas ficarão em pânico e/ou tristes. Com isto não quero dizer que devemos só falar das coisas boas mas devemos tentar falar dos desafios e de como pensamos ultrapassá-los, por exemplo dizer que irão sentir saudades mas que poderão sempre falar com a familia por telefone ou skype.

É apartir dos 9 anos que a mudança para um outro pais (ou mesmo de cidade) se torna mais complicada. A criança começa a estabelecer fortes laços de amizades que se vão tornando cada vez mais importantes nas suas vidas. É o movimento de independência, é começo da procura da identidade fora do seio familiar. Assim uma mudança pode ser sentida com grande angustia e medo. Claro está que depende muito da personalidade da criança, se é extrovertida ou não, se tem facilidade em fazer novas amizades, a sua curiosidade pelo novo, como reage aos desafios. Para minimizar o impacto é importante envolvê-los no processo de mudança o mais cedo possível e ser o mais honesto e aberto possível.

A adolescência é considerada a idade mais dificil para a mudança de país, podendo existir por parte do adolescente oposição à decisão. Os amigos e a sua rede social tornam-se o centro da sua vida, pelo que a ideia de deixá-los é sentido quase como uma perda de si próprio. É também a idade onde aprovação social é muito importante e por isso o receio de não ser aceite na nova cidade, na nova escola, nos novos grupos é grande. Ser dificil não implica necessariamente que é impossivel, pois os adolescentes tem uma enorme capacidade de compreensão e poderão facilmente, dependendo do que motiva a mudança, entender as razões e estar aberto a essa mudança. Poderão encarar como um grande desafio e até um privilégio ir viver para outro pais. Uma vez mais depende da sua personalidade e da forma como nós pais introduzimos esta decisão.

Deixo algumas dicas, tiradas de vários sites e da experiência própria, para ajudar as crianças e vocês pais aquando da mudança para um novo país.

Antes da partida

  • Partilhar com a criança o mais cedo possível a decisão e envolvê-la no processo de mudança, tendo sempre em conta a sua idade. Dar espaço para que possa exprimir o que sente mas nunca deixar a decisão nas suas mãos. É natural que a criança mude de opinião de dia para dia. Um dia pode dizer que está muito contente por ir noutro dizer que não quer ir. Aceitar estas mudanças e tentar lidar de uma forma calma com as alterações de comportamento e humor.
  • Partilhar o máximo sobre o novo país e/ou cidade, por exemplo factos interessantes, locais a visitar, costumes e tradições. No caso de Londres há imensas coisas interessantes, museus, jardins, parques temáticos para visitar. Podemos explorar com elas a história de Inglaterra e do Reino Unido, os reis e rainhas, etc.
  • Procurar saber mais sobre o sistema de ensino, o tipo de escolas e se possível tentar explorar as escolas da área onde irão residir e partilhar isto com a criança. Por exemplo visitar os websites das escolas, quais as disciplinas, as actividades extra-curriculares, etc.
  • Expôr a criança à nova lingua, através de filmes, livros e musicas. No caso do inglês, começar a ver os filmes em inglês e sem legendas. Por exemplo para as crianças mais pequenas podemos  pesquisar quais os desenhos animados do país para que a criança se vá familiarizando com os mesmos.
  • Fazer uma lista de contactos dos amigos (emails, telefones, skype) e deixar com estes a nova morada e telefone.
  • Convidar a criança a escolher o que quer levar e se não for possível levar alguma das coisas que escolheu explicar as razões. Se recorrer a um empresa de transportes, levar junto com vocês os objectos mais afectivos, por exemplo o brinquedo favorito ou peluche de estimação.
  • Com crianças pequenas é importante saber se no país ou cidade para onde vão existem os productos alimentares, higiénicos e medicamentos de uso regular. Por exemplo aqui em Londres só se encontra papa Cérelac em lojas portuguesas, a maior parte dos supermercados não vendem.

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Aquando da chegada

  • Organizar o espaço da criança com ela, tentando, sempre que possível, dispôr os meus objectos e brinquedos que tinham em casa. No caso dos adolescentes deixar estes decorarem o seu novo espaço.
  • Tentar manter as mesmas rotinas especialmente com as crianças mais novas. Não quer dizer que algumas destas rotinas não se venham a alterar com o tempo mas nos primeiros tempos elas são importantes pois transmitem segurança, estabilidade e continuidade.
  • Embora seja uma altura muita atarefada, é importante reservar tempo para explorar a zona de residência, por exemplo ir com elas ao supermercado, ao café, ir ao parque infantil.
  • Assim que puder ir conhecer a escola que irão frequentar e no caso das crianças mais velhas fazer com elas o caminho entre casa e escola várias vezes até que estejam à vontade para o fazerem sozinhas.
  • Logo que possível estabelecer contactos com a familia e amigos que ficaram. Penso que alguns pais por vezes cometem o erro de evitar o contacto com a ideia de que estarão a evitar o sofrimento. É importante que a criança sinta que apesar da distancia não perdeu os amigos nem a familia e que estes continuam a gostar dela e que também sentem saudades. No caso dos adolescentes é importante que tenham uma forma de comunicar com os seus amigos de uma forma mais privada, quer através do seu computador ou telemóvel.

Após o período de mudança

  • Incentivar as novas amizades, convidar os novos amigos para ir lá casa ou organizar actividades em conjunto. Com crianças mais novas tentar frequentar os parques-infantis, são um local de excelência para fazer novas amizades. Para crianças mais velha podemos sempre inscrevê-los em actividades extra-curriculares.
  • Se possível fazer uma viagem de regresso e nessa viagem organizar os encontros com a familia amigos.
  • Incentivar as visitas da familia e amigos que ficaram.
  • Evitar o isolamento ou manter contacto exclusivo com pessoas do nosso país de origem. É importante para a integração estabelecer contactos com pessoas locais pois são estas que nos irão transmitir de uma forma mais verdadeira os costumes e a cultura deste nosso novo país.

E mais importante que tudo é estar preparado e consciente que uma mudança de país acarreta medos, angustias, excitação e que a estes sentimentos serão expressos através dos comportamentos. Estar preparado para aceitar os momentos de tristeza e de revolta e manter sempre o diálogo aberto por forma a que a criança/adolescente saiba que os seus sentimentos são valorizados e respeitados.

É igualmente importante a forma como nós pais reagimos à mudança e seja qual for o motivo para a tomada de decisão deveremos encará-la com entusiasmo e de forma positiva. Mais do que nunca, num novo pais, somos a sua rede de suporte, uma rede que eles precisam de sentir que está bem segura e que não os irá deixar cair.

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Onde viver

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Para quem está a pensar vir viver para Londres talvez a primeira pergunta que faça é “onde vou viver?”. A esta pergunta há infinitas respostas uma vez que estamos a falar de uma das maiores cidades da Europa. Eu diria mesmo que há locais para todos os gostos ou melhor para todos os bolsos.

Basta colocar a questão, em inglês ou português, no google que aparecem uma série de sites e blogues com artigos sobre onde viver em Londres. Assim, não vamos enumerar aqui quais os melhores sítios para viver. Pensamos ser mais útil dar aqui algumas dicas sobre como escolher a zona e listar alguns sites úteis para esta escolha tão dificil.

A cidade de Londres tem 33 freguesias (boroughs) para se escolher, acrescentando a estas há mais 30 outras zonas de em torno da cidade.

A cidade está dividida de acordo com o código postal nas seguintes zonas: Norte (N), Este (E), Centro Este (EC), Noroeste (NW), Sudeste (SE), Sudoeste (SW) e Oeste (W). O código postal é, desta forma, composto pela sigla da zona e mais um  número, sendo que normalmente quanto maior o número mais afastado do centro. Atenção que quando se diz que está situada a sul não quer necessariamente dizer que está a sul do rio.

LONDON

As zonas 1 e 2 são em geral demasiado caras para uma familia viver. Para quem vem sozinho e está disponível para viver num quarto ou num mini estúdio, pensamos ser possivel viver dentro destas zonas. Quem procura uma casa para a familia terá que começar da zona 3 para fora, claro que isto depende sempre do orçamento disponível.

Para quem vem para Londre já com trabalho poderá ser importante aquando da escolha da zona a verificar o percurso e os meios de transporte para o local de trabalho. Apesar dos excelentes meios de transporte, morar numa ponta da cidade e trabalhar noutra pode implicar uma viagem de mais de 1 hora.

É igualmente importante saber que o preço do passe aumenta de acordo com a zona. Se se pensar em viver na zona 6 porque as casas são mais baratas mas tiver que trabalhar no centro convém saber se o preço do passe compensa.

Em termos dos preços de arrendamento é preciso ter em conta que aqui em Londres há dois factores que pesam bastante. O primeiro é a localização, este é talvez o factor que mais peso tem. Não interessa as condições da casa ou o tamanho, a localização é que faz o preço. Quando falamos de localização falamos de:

  • O estatuto da zona ou da rua. Londres tem esta particularidade pois uma casa situada numa rua pode custar mais 100 ou 200 libras por mês do que uma casa idêntica situada na rua ao lado. Isto simplesmente porque se situa numa zona tida como chic.
  • Distância dos meios de transportes, nomeadamente do tube (metro) ou do comboio. Quanto mais perto deste tipo de transporte mais cara a casa.
  • As escolas da área. Se existirem escolas cujo o ranking é elevado então o preço da casa sobe.

Outro dos factores, embora com peso menos expressivo é o número de divisões. Aqui é preciso ter cuidado pois não quer dizer que mais divisões correspondam a uma maior área. Quem já passou pela experiencia de procurar casa em Londres quase de certeza que se deparou com uma despensa contabilizada como divisão.

Como referirmos há muita informação disponível sobre onde viver em Londres e quais as melhores e piores zonas. Listamos aqui alguns dos sites que nos foram úteis.

  • Tuga em Londres – em português, tem este post em que descreve muitas das zonas de Londres. Bastante útil para quem pensa vir sem familia uma vez que a maioria das zonas aqui descritas se situam entre a zona 1 e 2.
  • Tem a ver comigo – também em português e vai até à zona 4.
  • Living in London Guide -  em inglês, em que nos dá um panorama completo da cidade dividindo o norte e sul.
  • Commute From – embora esteja direcionado para a compra de casa, trata-se de uma boa ferramenta na procura da zona. Para além de nos dar uma ideia do preço da zona (o tal estatuto), dá-nos logo a distância real entre esta e o local de trabalho ou centro da cidade. Quem não faz questão de ficar perto do centro tem muito por onde pesquisar.
  • Live and Do – se queremos ter uma perspectiva rápida da zona basta colocar o código postal e ficamos com uma panorâmica sobre o valor da casas, crime, escolas, espaços verdes, etc.
  • Inside London – O mais completo guia sobre onde viver. Faz uma selecção das zonas mais caras, mais baratas, as zonas a evitar, as melhores zonas para profissionais, para familias, enfim uma série de categorias e como se isto não bastasse disponibiliza ainda uma descrição sobre as diversas zonas, Norte, Sul, Este, Oeste.

Toda a informação aqui disponibilizada está quase circunscrita à cidade de Londres e como poderão ver há muito por onde escolher. Em outro post iremos falar um pouco mais sobre as zonas fora da cidade, ou seja para lá da zona 6 ou 9.

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Inscrição na escola

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Tal como em Portugal há dois momentos em que é necessário fazer a inscrição na escola. O primeiro aquando da entrada na primária, que é aos 5 anos e para o que se chama de reception year (corresponde à pré-primária).

O segundo momento de inscrição acontece na passagem para a secundária, que aqui é no 7º ano.

Atenção que a inscrição é feita  tendo em conta o ano de nascimento e não o ano escolar que a crianças frequentava em Portugal. Pode parecer estranho, mas aqui em Inglaterra não existem retenções (chumbos) assim as crianças frequentam o ano que corresponde à sua idade.

Os prazos para as inscrições são:

  • Escola primária – 31 de Janeiro no ano de entrada. Por exemplo para as crianças que fazem 5 anos entre Setembro de 2013 e Agosto de 2014, as inscrições são feitas até 31 de Janeiro de 2013.
  • Escola Secundária – 31 de Outubro do ano anterior à entrada no 7º ano. Para quem faz 12 anos entre Setembro de 2013 e Agosto de 2014, o prazo terminou em 31 Outubro deste ano (2012).

Inscrições dentro do prazo

As inscrições dentro do prazo fazem-se atráves do portal e-admission. É necessário registar-se e depois completar a aplicação. Antes de completar é importante escolher quatro escolas da nossa preferência e saber se alguma delas tem requesitos de entrada. Ver como escolher a escola.

Para a escola secundária no dia 01 de Março são conhecidos os resultados. Os pais recebem em casa uma carta a informar qual a escola que nos ofereceu vaga. É esta a terminologia, após a oferta é necessário responder se aceitamos ou não. Mesmo que a vaga oferecida não tenha sido da escola que colocámos como primeira opção, é aconselhável aceitar, mas referir que desejamos permanecer em lista de espera para a escola da primeira opção. Assim mais tarde poderemos ter vaga nessa escola.

Para a escola primária as cartas são enviadas no dia 17 de Abril e aplicam-se as mesmas regras acima mencionadas.

Se não tivermos recebido nenhuma oferta das escolas que escolhermos, podemos sempre contestar a decisão. Existe para este efeito um orgão independente que analisa estas reclamações. Na carta que recebemos é explicado todo o processo bem como os passos a tomar.

Inscrições fora do prazo.

As inscrições fora do prazo são feitas através da autoridade local (Council) da nossa residência e são denominadas como in-year school admissions. Alguns Council têm disponível online o formulário que deve ser preenchido e entregue pessoalmente ou enviado pelo correio.

Para quem faz inscrição fora do prazo o mais indicado a fazer é aceitar a vaga que nos oferecem. Pode ainda dar-se o caso de nenhuma das escolas que escolhemos ter vagas, nessa altura o Council informa quais as escola que têm para que possamos escolher entre essas. Tal como nas inscrições dentro do prazo, podemos permanecer em lista para a escola de primeira opção e ficar a aguardar que a mesma tenha vaga.

Como escolher a escola

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A primeira coisa a fazer para inscrever uma criança na escola é escolher a escola. Para quem chega de novo esta pode ser uma tarefa confusa e angustiante.

Esperamos que este post seja uma ajuda nessa tarefa uma vez que sintetiza a informação necessária para uma escolha mais informada.

As escolas são classificadas de acordo com o modelo de gestão. Assim, os modelos mais comuns são os seguintes:

  • Community schools – geridas exclusivamente pela a autoridade local.
  • Foundation Schools – são geridas por um corpo directivo sobre o qual recai a responsabilidade de todas as decisões. São, à partida, escolas mais independentes.
  • Academies – são geridas por corpo directivo indenpendente da autoridade local e podem ter um curriculum diferente do Curriculum nacional.
  • Voluntary-aided schools – são escolas normalmente ligadas a uma Igreja. Tem um corpo directivo e o edificio e terreno da escola são propriedade da Igreja ou associação de caridade. Há muitas vezes um critério de entrada como ser crente/praticante de determinada igreja.
  • Grammar schools – podem ser geridas pela autoridade local, por uma fundação ou um Fundo. O acesso a estas escolas é selectivo ou seja, o acesso é feito de acordo com a capacidade académica dos alunos ou resultados nos seus exames de entrada.

A escolha da escola é uma questão importante aqui em Londres. Os pais dedicam bastante tempo e energia nesta escolha. Fazem visitas, têm entrevistas com os directores da escola, consultam as avaliaçṍes e partilham as opiniões entre eles.

A escolha da escola é de tal forma importante que muitas familias mudam de casa por forma a estarem na área de influência da escola. Um dos grandes critérios de admissão utilizado pelas escola é precisamente a proximidade entre casa e escola.

Como escolher então a escola? Aconselho a seguirem dois critérios, o primeiro a proximidade e o segundo o resultado na avaliação da Ofsted (Office for Standards in Education).

A Ofsted é o organismo responsável pela qualidade dos serviços prestados ao nível da educação. Avalia não só as escolas, como também as creches, amas e os serviços de educação para adultos.

As escolas são avaliadas de através de uma inspecção realizada pelo Ofsted da qual resulta a atribuição de uma classificação. Neste momento existem quatro classificações: Excelente (Oustanding), Bom (Good), Requer Melhoria (Requires Improvement) e Inadequado (Inadequate). As escolas que fiquem nas duas últimas classificações serão objecto de uma avaliação continua. Os resultados desta avaliação estão disponíveis para consulta, quer na página das próprias escolas quer no site da ofsted.

Podemos também avaliar a escola através dos resultados obtidos nos exames. Isto é importante pois há escolas cujo o último relatório ofsted pode não ter sido bom ou excelente, mas que apresenta melhorias que se reflectem nos resultados dos exames.

Apesar da quantidade de informação disponível, para quem reside há pouco tempo em Londres não é fácil a escolha. Mas fiquem tranquilos pois consideramos que a qualidade das escolas é elevada assim como é são os critérios de avaliação. As escolas trabalham sempre para se classificarem como excelentes.

Assim, para escolher a escola há que:

  • Pesquisar quais as escolas mais perto quer a pé ou por transporte. A pesquisa das escola pode ser feita aqui
  • Consultar os sites de cada escola.
  • Ler o relatório da ofsted
  • Visitar a escola. Durante o periodo de inscrição as escolas promovem open-days nos quais as familias podem visitar a escola e conhcer os directores. Fora deste prazo, as escola costumam facilitar visitas, o melhor é contactar a escola.
  • Se conhecerem alguém na área perguntar e pedir opinião sobre as escolas.

Transportes em Londres

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Vivo em Londres há quase um ano e não houve, até hoje, um dia em que desejei ter carro. Há muitas razões para não ter carro:

  • preço do combustível, mais caro que em Portugal
  • tráfego, no centro de Londres pode ser caótico
  • taxa de congestionamento
  • preço do estacionamento

E a principal razão é que o sistema de transportes públicos é simplesmente muito bom. Conseguimos ir para qualquer lado de transportes, podendo quase sempre escolher entre o metro, comboio ou bus.

Transport For London

O TFL é um organismo de gestão dos transportes públicos na área metropolitana de Londres.

O sistema está organizado por zonas em que a zona 1 corresponde ao centro de Londres sendo todas as outras aneis à volta desta. São ao todo 11 zonas (1-9, G e W).

A maneira mais cómoda e barata é comprar o Oyster Card e com estes há várias opções de uso:

  • Pay as you go – carrega-se o cartão com determinado valor que vai sendo descontado a cada viaja. Normalmente é mais barato do que comprar um bilhete. Por exemplo no Bus o bilhete comprado na altura custa 2.30 e com o oyster 1.35.
  • Travelcard – é um passe que pode ter a validade de 1dia, 7 dias, mensal ou anual.

Preços

Os preços, quer dos bilhetes quer dos travelcard, variam também de acordo com a hora, a hora de ponta é sempre mais cara. Atenção que a hora de ponta varia consoante o titulo: se for um bilhete simples a hora de ponta é entre das 06:30-09:30 e das 16.00-19-00 dias úteis. Se for tivermos um travelcard a hora de ponta só se aplica até 09:30 da manhã.

Muita gente afirma que os transportes de Londres são caros. Eu concordo se for na perspectiva de quem visita. Para quem vive e utiliza os transportes constantemente não considero assim tão caro. Por exemplo eu tenho um travelcard mensal zona 1-3 e posso viajar sem restrições nas zonas 1, 2 e 3 e posso viajar até zona 6 de bus. O preço dos travelcard mensais varia entre £112.20 (zona 1) e 291.90 (zona 1-9).

Crianças
  • Até aos 5 anos viajam livremente sem pagar.
  • Entre os 5 e os 10 anos não pagam em toda a rede do Bus e se estiverem acompanhadas por um adulto não pagam no Tube, DLR e Overground.
  • Maiores de 10 anos, se frequentarem a escola, podem adquirir o Zipcard por forma a viajarem sem restrições em toda a linha do Bus e a terem descontos em todos os outros transportes.

Para saber mais sobre os preço é aqui.

Como se movimentar

Apesar de complexo o sistema está desenhado de forma a ser fácil a sua utilização. Das visitas que tivemos todas referiram isto mesmo, não tiveram qualquer problema em movimentar-se por Londres. A informação disponível é clara, a sinaléctica é bastante e qualquer questão há sempre um funcionário simpático disponível para ajudar.

O TFL tem disponível no seu site e também como aplicação para quem tem smartphones o Journey Planner. Com esta ferramenta é fácil planear qualquer viagem e também saber os horários, duração da viagem, qual a linha de metro ou estação de comboio etc. É claro que há medida que vamos conhecendo a cidade vamos percebendo que existem outras formas mais fáceis, agradáveis ou mais rápidas de viajar.

Sistema de Ensino em Inglaterra

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Para quem tem filhos e pensa vir viver para Londres espero que este post seja uma boa introdução ao sistema público (gratuito) em Inglaterra. Noutros posts abordarei questões relacionadas com inscrições, transferências e como escolher a escola.

Escolaridade Obrigatória

A escolaridade obrigatória começa aos cinco anos, no ano em que a criança completa 5, e termina aos 16 anos. Em 2013 será extendida até aos 17 e 2014 até aos 18 anos.

Durante a escolaridade obrigatória não há retenções (chumbos), ou seja, os alunos frequentam o ano de acordo com a sua idade e vão progredindo.

Escola Primária

A primária começa com a “Reception” (pré-primária) e vai até ao sexto ano (10/11 anos). Aqui as turmas são constituidas em média por 25 alunos, uma professora e uma auxiliar. Há escolas que dividem a primária em Infant School (da Reception até ao segundo ano) e Junior School (do 3º até ao 6º).

As disciplinas principais são: Inglês, Matemática, Ciências, Música, Educação Fisica, História, Geografia, Tecnologias da Informação, Cidadia, Língua Estrangeira (varia consoante a escola, mas as mais comuns são o francês, espanhol, alemão), Arte, Educação pessoal, social e para saúde, Tecnologia e Design, Religião (normalmente são abordadas várias religiões e crenças).

Escola Secundária

A secundária inicia-se no sétimo ano (11/12 anos) e termina no 13º (pré-universitário). É constituida por:

  • Key Stage 3 (7º, 8º e 9º)
  • Key Stage 4 (10º e 11º)
  • Sixth Form (12º e 13º).

Os últimos dois anos, 12º e 13º, não são obrigatórios. Há escolas secundárias que não têm a Sixth Form.

As turmas são constituidas em média por 25 alunos e cada disciplina tem o seu professor. As disciplinas do Curriculum Nacional são: Inglês, Matemática, Ciências, Música, Educação Fisica, História, Geografia, Tecnologias da Informação, Cidadia, Língua Estrangeira (varia consoante a escola, mas as mais comuns são o francês, espanhol, alemão), Arte, Educação pessoal, social e para saúde, Tecnologia e Design, Religião (normalmente são abordadas várias religiões e crenças).

De acordo com o modelo da escolas há outras disciplinas que podem ser introduzidas, sendo que algumas escolas não são obrigadas a seguir o curriculum nacional.

Londres é uma das capitais com maior diversidade populacional onde se fala mais de 300 línguas.

Dado o grande número de alunos cujo o Inglês não é sua lingua materna, a maioria das escolas em Londres oferecem apoio ao nivel do Inglês.

Calendário e Horários

O ano lectivo tem, como em Portugal, três periodos no entanto cada período é divido em dois half-term. O ano inicia-se na primeira semana de Setembro e termina no final de Julho.

O horário escolar é semelhante na primária e secundária. As aulas começam entre as 8.30 e 9 horas e acabam por entre as 15 e as 15.30. A hora de almoço varia entre 30m e 1 hora.

Avaliação

Como já referi não existe retenção mas os alunos vão sendo avaliados ao longo do seu percurso escolar, sendo a avaliação mais ou menos informar de acordo com o ano. Assim os momentos formais de avaliação são:

  • 1º ano – phonics screening check, avaliação da aprendizagem da fonética. O ensino da leitura e escrita é feito através do método fónico.
  • 2º ano – avaliação nas áreas de Inglês, Matemática e Ciências através de exames standarizados “Standard Assessment Tests” (SATS)
  • 6º ano – exames nacionais a Inglês e Matemática (SATS).
  • 9º ano – exames (SATS) em todas as disciplinas do Curriculum Nacional.
  • 11º – Exames para obtenção do diploma do ensino secundário “General Certificate of Secondary Education (GCSE). Os resultados nestes exames vai condicionar o percurso escolar posterior tal como a entrada na Universidade.

Entre o 2º ano e o 6º os alunos vão sendo avaliados pelo professor em contexto da sala de aula. Entre o 7º e o 9º ano os alunos vão sendo avaliados através da realização de testes.

Custos

A escola pública é inteiramente gratuita. Os custos associados são os custos do uniforme e das refeições e algum material extra. Os livros e cadernos são fornecidos pela escola. Na primária é ainda fornecido todo o material complementar como canetas, lápis, borrachas etc. Os alunos levam apenas os livros de trabalho de casa (também fornecido pela escola). Na secundária é necessário comprar alguma material como material de desenho (canetas de feltro, lápis de cor) e de geometria (compasso, régua e transferidores).

A maioria das escolas obrigam ao uso do uniforme. Os custos são variados de acordo com o mesmo. Há escolas primárias que apenas exigem t-shirt e sweat-shirt que complementam com calças cinzentas ou pretas. Outras exigem o uso de camisa, gravata, blazer e pullover o que implica maiores custos. No inicio do ano há uma grande oferta nos supermercados e grandes armazéns, nomeadamente calças, camisas, t-shirts, sapatos e meias (sim, é também exigido que as meias sejam pretas ou cinzentas). Muitas escolas vendem directamente o seu uniforme, outras recomendam onde comprar. Existe também a possibilidade de comprar em segunda mão.

No que respeita às refeições/almoços há duas modalidades: almoço na escola ou lancheira (packed lunch). O preço da refeição varia de escola para escola. Eu já paguei £2.40 e agora pago por refeição £2 para o mais velho e £1.80 para o mais novo.

Não sei se é pratica em todas as escolas mas a escola do meu mais novo (reception) fornece ainda fruta a meio da manhã.

Como se inscrever no Centro de Saúde em Londres

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Para quem tem filhos o acesso ao sistema de saúde é uma das principais preocupações.

Como fazer se o meu filhos ficar doente? Terá direito a médico de família? Quais são os custos e como aceder aos serviços?

O sistema de saúde é conhecido como NHS (National Health Service) e o acesso é gratuito. Para inscrever bastará saber qual o centro de saúde mais perto (health center) e para isso é só aceder ao site do NHS colocar o código postal.

Não sei se todo os centros funcionam da mesma forma, mas no meu caso foi tudo muito simples. Para me inscrever só precisei de me dirigir ao meu centro de saúde, preencher o formulário e entregar alguns documentos (Cartão de Cidadão, comprovativo de morada). No caso dos adultos foi necessário ainda medir a tensão, pesar e levar urina para análise. No caso das crianças foi necessário deixar o boletim de vacinas para verificarem se estavam actualizadas. Uma vez que o boletim está em Português e com siglas e autocolantes, houve alguma dificuldade em esclarecer. Aconselho por isso antes de virem a pedirem um comprovativo de quais as vacinas tomadas e em que idades.

No que respeita ao acesso, até  à data não tive qualquer problema. Quando uma das crianças ficou doente bastou-me ir ao centro e marcar consulta que ficou para o próprio dia. A marcação pode ser feita online ou por telefone.
Os centros de saúde funcionam normalmente apenas os dias de semana e durante o horário de trabalho. No caso de doença e necessidade de aceder a um médico fora destas horas há o NHS direct que diponibiliza uma linha telefónica (semelhante ao saúde24) e um site onde se poderá fazer o despite e se necessário o encaminhamento. Eu utilizei uma vez a linha telefónica e fiquei satisfeita.

Em situações urgentes devemo-nos dirigir directamente ao hospital e/ou ligar o 999 ou 112. O Reino Unido mantém o 999 como o número nacional de emergência e é este que é anunciado e divulgado mas se ligarmos o 112 o resultado é o mesmo.

Segurança Social

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Todas as pessoas que trabalham no Reino Unido são obrigadas a ter um número da segurança social – National Insurance Number (NI).

Para se inscrever é necessário ligar para o Jobcenter Plus Application Line (0845 600 0643) e marcar uma entrevista para o Jobcenter da área de residência. Atenção que não é o mesmo jobcenter no qual nos inscrevemos para a procura de emprego. O tempo de espera penso que é variável, no meu caso a entrevista foi marcada em dois dias. Aquando da marcação da entrevista somos informados de quais os documentos a apresentar, normalmente: cartão de cidadão/passaporte, prova de residência e o contrato de trabalho (se existir). O NI é depois enviado para casa.

A taxa do NI é 12% para quem recebe entre £146 e 817 por semana, ou seja £633 e 3.540 por mês. Acima disto é adicionado uma taxa de 2%.

A saber mais:

National Insurance

Transferir o Subsidio de Desemprego para o Reino Unido

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Quando decidimos vir para Londres eu estava a receber o subsidio de desemprego e achei que o iria perder embora fosse meu objectivo vir procurar emprego.

Não sei como mas no meio das minhas pesquisas descobri que era possível transferir o subsidio para o Reino Unido, aliás para qualquer País da União Europeia.

Mas como fazê-lo? Tive alguma dificuldade em encontrar a informação práctica e depois de algumas viagens em vão ao Centro de Emprego e à Segurança Social, consegui  transferir o meu subsidio de desemprego. Primeiro há que estar a receber o SD há mais de 4 semanas e só podemos pedir a transferência pelo período de 3 meses (90 dias).

Então aqui estão os passos que dei para fazer a coisa acontecer:

Primeiro fui ao Centro de emprego em que se estava inscrita e comuniquei que vinha para Londres à procura de emprego na data X.

Com a cópia da declaração fui à Segurança Socia. Ttem que ser o Centro Distrital da nossa área de residência e no departamento das relações e acordos internacionais. No meu caso foi em Setúbal no edifício da SS que fica junto ao Porto de Setúbal.

Fiz o pedido de transferência (modelo U2) como tratei das coisas em cima da hora, solicitei que me enviassem para a minha morada no Reino Unido, demorou 4 dias. Acho que o prazo médio para entregar o modelo U2 são 5 dias.

Para não haver suspensão do subsídio temos que nos inscrever no centro de emprego do pais acolhedor no prazo de 7 dias. Eu como vim com a família atrás e época Natalícia não consegui nesse prazo pelo que fiquei com o subsidio suspenso, ou seja, não recebi esses dias.

Para me inscrever no Centro de Emprego foi simples, dirigi-me ao centro de emprego da minha área e expliquei que queria fazer a transferência (import the benefit), marcaram-me uma entrevista para o dia seguinte. Também podemos ligar para este número 0845 604 3719 e marcar a entrevista.

Nesta primeira entrevista eles pedem algumas informações sobre nós, qual a nossa formação, que tipo de emprego estamos à procura e explicam também as regras que são: apresentação quinzenal na qual temos que mostrar quais as diligencias que fizemos para a procura de emprego. Temos que registar num cadernito todas as diligências,  no mínimo 3 por semana. Como se trata de uma transferência não fazemos qualquer acordo de procura de emprego. Eles fazem só o controle se de facto estamos à procura de emprego.

Para saber mais:

Your Europe

Guia Prático do Subsídio de Desemprego (página 10)

JobSeekers – portal do governo de UK com informção sobre procura de emprego e subsídios (jobseekers)

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